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Na boa

Sentir dor é horrível. E ver uma pessoa a seu lado sofrendo é pior ainda. Antigamente, ao passar pelos corredores de um hospital, você ouvia os gritos e gemidos daqueles que sofriam, que sentiam alguma dor lancinante. Era um som intenso, duro, cruel, assustador.  Com o avanço da Medicina novas drogas foram criadas para ao menos dirimir ou atenuar os efeitos da dor. A oncologia foi uma das áreas que mais se beneficiou desses avanços  e, hoje, as pessoas que padecem de câncer conseguem passar por tratamentos com muito mais dignidade e menos dor.  Um dos grandes laboratórios brasileiros tem uma divisão enorme que desenvolve medicamentos exclusivamente para o combate a Dor. Geralmente são medicamentos à base de morfina e outras substâncias que contribuem para reduzir aquele som horrível , de dor. Comentando  por acaso o tema com um amigo, recentemente, ele me disse que, como  defensor da cannabis para uso recreativo, não iria usar nenhum desses medicamentos tradicionais , caso um dia precisasse. E que iria se aprofundar no estudo dos benefícios que os medicamentos à base de maconha podem lhe proporcionar. Sua argumentação é simples:como  já está acostumado com o uso frequente de marijuana, qualquer outro medicamento extraído daquela planta seria muito bem aceito pelo seu organismo. Fiquei olhando para a cara dele e pensando: essa é a primeira droga que as pessoas não enxergam como droga, mas como planta medicinal e que conta com adeptos ferrenhos.  Talvez isso explique o lobby gigantesco que os grandes laboratórios vêm fazendo para proibir a difusão dos medicamentos  à base de Canabidiol e provenientes da famosa erva. Diversos estudos têm comprovado que em casos de síndromes neurológicas graves e também em casos de epilepsias, convulsões e transtornos de ansiedade, o Canabidiol tem respondido muito bem. Olhando esse amigo tragar o seu baseado, fiquei imaginando um paciente  cantando o refrão de No Woman, No Cry, no melhor estilo Bob Marley , com um coro de enfermeiras atrás fazendo backing vocals.

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