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Chance

Mesmo Deus sendo brasileiro, tem uma hora em que Ele se  cansa de tanto descaso e tanta maldade para com a Mãe Natureza. É muito plástico,muito mercúrio, muita devastação, muita Vale escavando sem parar o nosso solo, muito politico e advogado ganhando dinheiro com aprovação de construções irregulares em encostas de morros. 

Desde 1500 que se extrai ouro, madeira e toda a sorte de riquezas desta incrível Terra-brasilis. Está certo quem diz que europeus e norte-americanos destruíram muito mais a Natureza do que nós, brasileiros. Só que , agora,  justamente no momento em que temos uma vantagem competitiva em relação ao resto do Planeta, em que mais se discute proteção ambiental e regras ESG, nos esforçamos em poluir e queimar tudo aquilo que Deus nos deu, de graça. 

 Vamos do Paraíso ao Inferno, sem escalas. De 24 de novembro a 24 de dezembro, o maior volume de água do Planeta caiu sobre o Sul da Bahia, matando, desabrigando e mudando para pior a vida de milhares de brasileiros. O perigo de nova catástrofe  como a de Brumadinho que continua a rondar Ouro Preto e demais cidades históricas mineiras pela ganância desenfreada dos exploradores. A grávida de 9 meses encontrada morta nos escombros provocados por deslizamentos de terra em Petrópolis, que vitimou também centenas de outros moradores, famílias inteiras. 

São essas cenas, somadas às das queimadas  criminosas na Amazônia e no Pantanal , que vão compondo a imagem do Brasil lá fora. Um caleidoscópio macabro.Que o nosso presidente tenta encobrir, dando cavalos-de-pau no seu jet-sky e jogando água nas câmeras que apontam para a verdade.

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