O carinho sincero, a gentileza, o gesto de bondade provocam estranheza na maioria das pessoas, tão acostumadas a barganhar e a planilhar tudo, inclusive o afeto. O sorriso de um gerente de banco é proporcional ao seu investimento, o cumprimento de um executivo é mais ou menos efusivo, dependendo da margem de lucro que você deixa no caixa da empresa ao final de cada mês e até mesmo a alegria de um pastor, ministro ou padre tem relação direta com o dízimo ou doação por você direcionada ao respectivo templo sagrado. Diante de uma demonstração desinteressada de carinho, as pessoas se perguntam o que você realmente pretende, o que vai querer em troca, aonde você quer chegar, o que está planejando… Resposta: nada. A não ser paz interior.